O varejo online depende do Google?

O Google.com é o principal site de busca da internet e atualmente a principal fonte de tráfego da rede. Recebe por dia em média 30,5% dos usuários da internet que mantém uma média de 8,3 minutos no site e visitam em torno de 8 páginas no mecanismo, segundo o Alexa (www.alexa.com).

Tal superioridade levanta a questão:  O quanto dependentes são os sites comerciais deste mecanismo?

Um e-commerce X que atua exclusivamente na internet no seu primeiro ano de atividade recebeu 85,28% do total de suas visitas dos mecanismos de busca. Desses 81,48%, vieram do Google. Se eventualmente a empresa houvesse optado por não fazer negócios através dele, haveria perdido nada mais que 63,19% de todas suas “reservas” (uma etapa anterior ao pagamento pelo produto). Considerando um alto ticket médio do e-commerce e sua taxa de conversão de 43,8% (de cada 100 pessoas que reservaram 43,8 pagaram), a empresa deixaria de faturar aproximadamente 115 mil reais somente em seu primeiro ano.

Tudo bem que nem todos os números de e-commerce são como os do case (real, com adaptações) acima. Mas sua análise nos leva a pensar sobre como o uso de publicidade no Google é fundamental no varejo online e como empresas podem se tornar dependentes dela.

John Battelle, no livro “A Busca”,  demonstrou o caso de uma empresa de sapatos big foot  (2bigfeet.com) que  sofreu com alterações nos algorítimos depois que o Google entendeu que seu site era praticante de “black hats”. A 2BigFeet perdeu nada menos que 50% de sua demanda, ou seja 40 mil dólares por mês.  Hoje, creio eu, que depois da “mídia espontânea” feita por Battelle no livro, vários leitores Pés-grandes devam ter devolvido parte da demanda da 2BigFeet, para alegria do autor.

A mim, sobra uma questão que tento entender:

A veiculação de publicidade Google reproduz uma lógica centralista? Afinal, hoje é indispensável a presença no Google de qualquer empresa de e-commerce que espere efetividade de seus resultados online. Ou será que uma empresa de varejo online que não foque seus esforços de marketing no Google pode dar certo?

Deixe uma resposta